29. Dezember 2007
9. Mai 2007
11. April 2007
Königlicher Weg für Montag
Hoje estou mesmo com vontade de compartilhar. Aqui minha proxima ocupacao das segundas-feiras:
Stundenplan - Montag: Wittgenstein bei Herrn Prof. Kemmerling
Erschwerend kommt hinzu, daß Wittgenstein keine eigene Theorie entwickelt, und mit maliziösem Gusto viele seiner Fragen offen läßt(...)
Dieser Kurs eignet sich nur für leidensfähige Teilnehmer, die bereit sind, einen weit über das normale Maß hinausgehenden Arbeitsaufwand zu treiben – mit dem möglichen Ergebnis, am Ende doch kaum etwas verstanden zu haben.
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Horário: Segunda-feira: Curso de interpretacao - Prof. Kemmerling
Conteúdo: Atendendo a muitos pedidos por parte dos estudantes*, realizo esse semestre - apesar do peso na consciencia** - um curso de interpretacao de uma obra significativa, muito pouco apropriada para aprender-se como interpretamos um texto filosófico(...).***
Como agravante, temos o fato de que Wiittgenstein nao desenvolve um teoria própria, e com Gusto malicioso deixa muitas de suas perguntas em aberto(...).°°
Esse curso só é indicado para estudantes masoquistas°°, que estejam preparados para ultrapassar a média de leitura a trabalho, com o possível resultado de no fim do semestre chegarem a conclusao de nao terem entendido coisa alguma.°°°
*sim, esse tipo de desejo existe, acreditem!
***especialidade filosófica: desapropriar palavras ou coisas e conceder-lhes um caracter inapropriado para falar daquilo que nao interessa a ninguém...Viva Wittgenstein!
° redundância: nao existem perguntas fechadas, perguntas para as quais há respostas, nao sao perguntas. Tratam-se apenas de curiosidades triviais que ainda nao foram respondidas pela Wikipédia...
°°leindensfähig?: Hum, nao basta só poder sofrer é necessário deliciar-se com a tortura.
°°°sem comentários...
Descobertas suburbanas
A todos àqueles que nunca esqueceram o sabor de tubaina de abacaxi no quintal na casas dos primo em tardes de verao...
8. April 2007
Repostas
Andando em espirais na tentativa de respostas...
„A solução é simples, sempre foi: deixar que a cultura, que as formas voluntárias de convívio resolvam as diferenças entre as pessoas, ao invés de politizar o assunto.“
Renato C. Drummond
«In meiner Heimat»
wo die Toten gewandelt sind
und die Lebenden aus Pappmaché waren.
Ezra Pound em citacao de Klatuu
Ambos comentários aqui
Por mais que eu seja bobinha e acredite na boa vontade das pessoas, sinto um desconforto enorme quando me inclino a dizer: „Isso se resolve com o tempo“ (e isso nao ocorre raramente). Mesmo sabendo que algumas coisas sao irremediáveis, nao consigo deixar de pensar „Onde estarao as fronteiras da passividade?“. Nao que isso de alguma forma me faca militante de algo ou idealize minhas possibilidades de mudanca.
Creio que isso se explique mais ou menos assim: Ou eu sou ingenua demais, me fazendo de inteligível ou declaro de uma vez por todas meu amor impossível a todas as classes de paradoxos... No primeiro caso minha consciencia se esquece de que eu odeio aulas sobre ética. No segundo um mal estar se apodera das estruturas do meu entendimento.
Pensemos no caso da Somália. Um caso relativamente simples: Genocídio. Forcas militares africanas despreparadas, falta de organizacao politica regional para solucionar o conflito.
Sim ou nao?
Minha pergunta nao se refere a justificativa de intervencao internacional, mas sim a justificativa de nao intervencao.
Como acreditar na possibilidade de que em meio a um genocidio as pessoas se reconhecam como individuos e através de formas voluntárias de convívio resolvam suas grandes diferencas (pequenas diferencas nunca serao resolvidas, oxalá!)?
Intervir num caso como esse é sim reconhecer que as pessoas nele envolvidas nao sao capazes de o solucionar. É também reconhecer a falta de liberdade dessas mesmas pessoas mostrando assim sua incapacidade de modificar a realidade.
Ora, nao seria esse um dos pressupostos de uma politica liberal? Nao estaria ai uma das suas tarefas? Possibilitar a modificacao da realidade através da iniciativa individual?
A mim me parece paradoxal afirmar o „fluxo das das formas voluntárias de convívio“ quando essa mesmas formas deixam de ser voluntárias e se baseiam em estruturas de poder que impedem a liberdade individual.
Andando em espirais volto a afirmar: minha pergunta nao se refere a intervencao. Problemas mesmo temos é com as fronteiras...
hum
20. März 2007
Curiosidade II
Multiculturalismo? Compreensao dos povos? Possível interpretacao de conflitos?
Questoes como essas só fazem sentido levando em consideracao a existencia de determinados grupos, que através de uma série de caractetrísticas (lingua, localizacao geográfica, religiao, procedencia cultural, regime politico etc, etc, etc) se diferenciam uns dos outros.
Quem conhece um pouco da menina sabe muito da sua ingênua mania de nao dar importância a generalizacoes, isto é, de esquecer que por muitas razoes o mundo fica muito mais simples, quando ignoramos todas as diferencas a ele inerentes. É que categorias, assim como divisoes no armário facilitam escolhas e julgamentos. Pois bem, a menina é indecisa e seu armário, e também sua mochila nao sao lá dos mais arrumados...
Foi assim que me deparei com algumas frases interessantes do novo livro do premio Nobel de economia Amartya Sen:
„Quais sao os requisitos e as consequências da conviccao de que o fato de pertencer a uma determinada cultura é característica principal e definitiva de indivíduos socializados?“
„na vida cotidiana nos entendemos como membros de vários grupos, aos quais todos pertencemos: nacionalidade, domicílio, procedência geográfica, classe social, conviccoes políticas, profissao, emprego, alimentacao, interesses esportivos, gosto musical, engajamento social etc – tudo isso nos faz membros de muitos grupos. Todos esses coletivos aos quais uma pessoa pertence simultaneamente, lhe confere uma identidade determinada.“
„Nenhuma das suas identidades pode ser entendida como sua única.“
Confesso que ao ler essas frases desconstuídas de contexto sinto uma vontade enorme de dizer: Sim, Sim, Sim. Afinal eu também sou aquela das verdades impossíveis...
Entretanto como argumentos que pretendem enfraquecer a chamada „Luta das culturas „ tao discutida nos últimos tempos, elas perdem a forca que parecem ter. No seu recente livro „Identity and Violence“, Amartya Sen procura desestruturar a discussao do suposto conflito através da renúncia de qualquer denominador comum entre grupos e sociedades. A idéia de que países, povos de mesma religiao, que compartilham de sistemas políticos parecidos possam ser encarados como um grupo homogêneo que denominamos „cultura“, nao passa na opiniao de Amartya Sen de pura ilusao. Teorias que pretendem cunhar identidades culturais tendem a simplificar a realidade e provocar violência.
Mesmo compartilhando dessas conviccoes até certo ponto, tenho de me perguntar se sob determinadas condicoes nao há mesmo aquilo que possamos chamar de „grupo cultural“. Como nao encarar o terrorismo praticado por grupos extremistas islamicos como um sintoma de uma específica situacao cultural? Situacao cultural essa formada por grupos com características parecidas com objetivos os mesmos?
Por certo nao é uma luta entre Isla e Cristianismo, assim como nao tenho conflito algum com meus colegas islamicos. Mas por que entao essa grande dificuldade de nos entendermos? Acaso essa dificuldade nao advem de nossas escolhas por identidades que nos sao oferecidas em contextos diferentes? Nao poderiamos entao entender as escolhas de países e povos da mesma maneira? A escolha dos países europeus pela democracia, a escolha de alguns países árabes pelo fundamentalismo? Ignorar caracteristas que abragem grande parte de grupos culturais nao seria o mesmo que ignorar as diferencas entre as identidades que escolhemos? Que tanto eu quanto Soraya nos interessemos por literatura alema é um fato que diz coisas parecida sobre ela e sobre mim . Mas ignorar que ela acredita em Alá como verdade suprema e que eu nao reconheco a necessariedade de Deus, me parece um tanto ingênuo.
Como solucionar um conflito (e negar a existencia do mesmo me parece impossível) sem entender as escolhas de identidade de um determinado grupo? Identidades essas escolhidas de um repertório determinado por variantes culturais?
Perguntas, como sempre perguntas...
Má educacao
Que nao estejam muito bravos comigo...
Harmful elements in the air
Symbols clashing everywhere
Reaps the fields of rice and reeds
While the population feeds
Junk floats on polluted water
An old custom to sell your daughter
Would you like number 23?
Leave your yens on the counter please
Hong kong garden
Tourists swarm to see your face
Confuscius has a puzzling grace
Disoriented you enter in
Unleashing scent of wild jasmine
Slanted eyes meet a new sunrise
A race of bodies small in size
Chicken chow mein and chop suey
Hong kong garden takeaway
Hong kong garden
10. Dezember 2006
9. August 2006
Curiosidade
22. Juli 2006
Desculpas
23. Juni 2006
Ismália
Qu ando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.
No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...
E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...
E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...
As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...
Alphonsus de Guimaraes



